Cefaleias em Salvas: Causas, Sintomas e o que pode ajudar?

Agudas, insistentes, latejantes e insuportavelmente dolorosas: assim descrevem os doentes os sintomas de uma Cefaleia em Salvas, também designada como Síndrome Bing-Horton. Muitos têm um longo histórico clínico até lhes ter sido feito o diagnóstico. Saiba mais sobre as causas, sintomas e o que o pode ajudar se tiver Cefaleia em Salvas.

Cefaleia em Salvas: Homem com a mão na cabeça com dores só num lado da cabeça.

Cefaleias em Salvas: estes são os sintomas

A cefaleia em salvas distingue-se através de dores de cabeça hemicranianas, que se fazem sentir sobretudo na área do olho e da têmpora. A designação ”Cluster“ quer dizer agrupamento e surgiu devido ao facto das cefaleias em salvas aparecem com regularidade e em crises agrupadas durante algumas semanas até meses, por exemplo, na primavera ou no outono, voltando a desaparecer por completo algum tempo depois. Uma velha designação para a cefaleia em salvas, ou dores de cabeça cluster, é síndrome Bing-Horton. O ponto mais forte das dores de cabeça hemicranianas encontra-se regra geral à volta do olho, sendo possível irradiar para o maxilar ou para a parte de trás da cabeça.

As cefaleias em salvas apresentam simultaneamente os seguintes sintomas :

  • Olho vermelho ou lacrimejante do lado da dor
  • Pálpebra descaída
  • Nariz entupido ou a pingar
  • Desassossego corporal com vontade de movimento
  • Transpiração intensa no rosto

Um ataque de dores de cabeça dura entre 15 minutos a 3 horas, surgindo com frequência durante o sono sempre a horas idênticas, impedindo o mesmo. O intervalo entre os ataques é de dois dias a apenas algumas horas. Se a fase de dores de cabeça volta de novo a dissipar-se, os ataques tornam-se mais raros e acabam por desaparecer por completo, até voltarem a aparecer alguns meses ou anos depois. A relação entre homens e mulheres afetadas é de 3:1.

Devido à sua semelhança com outros tipos de dores de cabeça, como, por exemplo, a enxaqueca, as cefaleias em salvas permanecem frequentemente durante anos sem serem diagnosticadas. Isto é especialmente difícil para os doentes, uma vez que, devido às dores, ficam fortemente limitados na sua qualidade de vida. Durante um episódio ficam praticamente incapazes de trabalhar, a longo prazo ficam incapazes de exercer uma atividade profissional e com depressões.

Causas para as Cefaleias em Salvas

Apesar do número de pessoas afetadas, as causas para as cefaleias em salvas ainda são desconhecidas. Uma determinada zona do cérebro, o assim chamado hipotálamo, participa possivelmente no surgimento das dores. No hipotálamo é regulado o ciclo sono-vigília – perturbações nesta zona do cérebro poderiam explicar as oscilações episódicas das cefaleias em salvas.

Como em todos os tipos de dores de cabeça, existem nas cefaleias em salvas fatores desencadeantes individuais, que conduzem a um episódio. Estes desencadeadores podem por exemplo ser o álcool ou a nicotina, mas também estímulos de luz ou de alimentos, como o peixe ou produtos lácteos.

O que ajuda contra cefaleias em salvas?

As cefaleias em salvas ainda não têm cura, mas uma terapia pode reduzir tanto a intensidade dos ataques com também a sua frequência.

Respirar oxigénio puro pode ajudar quando se verifica um ataque agudo. Com prescrição médica, as garrafas de oxigénio podem ser guardadas em casa e utilizadas quando necessário. Os medicamentos para enxaqueca sujeitos a receita médica (Triptanos), que são administrados como spray nasal ou como injeção pertencem à terapia. Em doentes que não reagem a uma terapia medicamentosa podem ser ponderados procedimentos cirúrgicos.