Dores no pescoço e nas costas: uma patologia generalizada

Um movimento em falso e eis que sucede: as costas doem, o pescoço range. Dores nas costas e no pescoço não são uma raridade, grande parte da população apresenta estas queixas: sete em cada dez portugueses, ou seja 72,4%, sofre ou sofreu de dores nas costas. Mas o que significa exatamente quando as costas e o pescoço doem? Quais são as causas e que modalidades de tratamento existem?

Mulher a sofrer de dores nas costas e no pescoço

Causas e diagnóstico das dores nas costas

Alguns factos: 31,3% dos portugueses já teve que pedir uma baixa médica devido a dores nas costas e 28,4% dos portugueses sente que a sua atividade profissional já foi prejudicada ou comprometida de alguma forma pelo facto de ter dores nas costas.

Diversos fatores como as causas, duração ou grau de gravidade permitem uma diferenciação dos sintomas. Estes, por sua vez, dividem-se em:

  • Dores nas costas não específicas, quando não se deteta nenhuma causa orgânica por meios clínicos
  • Dores nas costas específicas, quando, por exemplo, está subjacente uma doença da coluna ou se determina concretamente o local de origem (musculatura, vértebras)

Além disso, o médico diferencia entre dores de costas agudas, subagudas e crónicas. As primeiras definem-se por não durarem mais do que seis semanas; na maioria das vezes os sintomas desaparecem por si só. As dores subagudas têm sintomas com duração superior a seis semanas. Se as dores persistirem após doze semanas, fala-se então de dores nas costas crónicas.

No diagnóstico, o médico tem à disposição várias possibilidades para determinar as causas e grau de severidade. No início, ocorre sempre uma conversa pormenorizada com o doente, na qual o médico questiona sobre as seguintes áreas, entre outras:

  • Localização
  • Irradiação (região corporal específica)
  • Duração
  • Evolução, ocorrências de dor anteriores
  • Terapias realizadas até à data e os seus resultados
  • Ocorrências no decurso do tempo, em determinadas atividades
  • Sintomas coadjuvantes

Dependendo do diagnóstico e das causas para as as dores nas costas, o médico inicia um tratamento adequado.

As possibilidades de tratamento das dores nas costas e no pescoço

Se as dores nas costas se intensificarem, um tratamento adequado é essencial.

No caso de dores de costas e de pescoço específicas, podem por exemplo ser aplicadas intervenções cirúrgicas. Quando não se detetam causas específicas para os sintomas, os médicos recorrem a um tratamento muitas vezes relacionado com a sintomatologia. São, nesse caso, aplicadas medidas medicamentosas e também medidas não medicamentosas.

As possibilidades de tratamento não medicamentoso comuns para dores nas costas e no pescoço são:

  • Massagens
  • Termoterapia
  • Fisioterapia
  • Terapia de movimento e desportiva
  • Técnicas de relaxamento (por exemplo treino autogénico)

As pessoas que sofrem de dores nas costas fortes e agudas, que dificilmente conseguem executar as suas tarefas quotidianas, podem recorrer a analgésicos, tais como Aspirina® Comprimidos. Uma medida medicamentosa deve ser vista apenas com uma forma terapêutica concomitante, de modo a poder retomar as suas atividades quotidianas, e por essa razão deverá ser aplicada apenas num curto espaço de tempo. Assim, fale primeiro com o seu médico ou farmacêutico sobre o uso dos medicamentos.

No tratamento não se trata apenas do médico estar informado, é, também, importante a participação ativa do próprio doente. Independentemente do facto das pessoas afetadas sofrerem de dores nas costas, no pescoço ou nos ombros, estas não devem assumir uma má postura. Isso poderá reforçar as tensões e em princípio causar mais dores. Assim, longos repousos na cama ou a inatividade física devem ser evitadas. Desde que as dores o permitam, recomendam-se atividades físicas ligeiras.